segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Dicas para economizar dinheiro

Procure não pegar carnes em lojas.
Em vez de comprar usando cartões ou cheques, use mais dinheiro em espécie.Quando usamos dinheiro, sentimos  no bolso na hora de comprar e isso pesa  na hora da decisão.
Em vez de dizer que gostaria de guardar R$100 todo mês,comece com pequenos valores toda semana. .
Compre menos. Pare de comprar coisas durante algum tempo.
Leia sobre investimentos e veja se são uma boa opção.
Procure resolver mais coisas em casa sozinha(o) do que contratando o serviço.
Pague suas dívidas no início do mês e antes de gastar com supérfluos.
Saia menos. Mesmo os programas gratuitos demandam alguns gastos (transporte, alimentação etc, especialmente com crianças).
Ensine seus filhos sobre educação financeira e sobre o valor do dinheiro. .
Doe o que não usa mais para saber de verdade o que tem. Sabendo, você usará mais o que já tem em vez de ter vontade de comprar coisas novas.

Pense em outras formas de renda que você poderia ter.



Fonte:http://vidaorganizada.com/financas/dinheiro/15-dicas-para-economizar-dinheiro/

domingo, 17 de agosto de 2014

VOCÊ SABE O QUE É A TAXA SELIC

Quando se houve falar de taxa Selic ou no aumento da taxa básica de juros nos perguntamos: O que é que EU tenho a ver com isso?

Meu caro leitor você e eu temos TUDO a ver com o assunto porque a SELIC além de ser um Sistema Especial de Liquidação e Custódia de títulos públicos é também a nossa taxa básica de juros que subiu no dia 17/04 para 7,50% e que dita o teto para as aplicações financeiras em renda fixa, mas também é o custo do dinheiro que os bancos tomam para poder emprestar aos tomadores, ou seja, quando a taxa básica sobe os empréstimos ficam mais caros desestimulando o consumo das famílias que até então estavam se lambuzando com o crédito fácil e farto. Com isso há a diminuição da demanda por produtos/serviços e com isso supostamente teremos uma queda na inflação que está acumulada em 6,59% acima do centro da meta que é de 6,5% estipulada pelo Banco Central.

Para que você entenda melhor tudo na Economia tem uma relação, pois quando se aumenta a SELIC as empresas também deixam de tomar crédito, pois ele se torna mais caro e, portanto deixam de investir em produção, na expansão de seu parque fabril e na contratação de mão-de-obra podendo até aumentar o desemprego.

Do lado dos investidores eles preferem aplicar seus recursos em ativos livres de risco como a compra de títulos públicos diminuindo a quantidade de dinheiro em circulação e consequentemente os investimentos na economia real, mas também passam a migrar os investimentos da renda variável para a renda fixa devido à sua maior atratividade desestimulando os investimentos em Bolsa de Valores que vem ultimamente andando de lado.

O que o governo tenta fazer com esse aumento de 0,25% é sinalizar que está de olho no velho dragão chamado Inflação, mas o sentimento de que as coisas estarão mais baratas poderá ocorrer apenas seis meses depois na ponta para o bolso do consumidor, até lá talvez, outras politicas ou iniciativas deverão ser tomadas pela equipe econômica do governo para tentar conter a alta generalizada de preços. Resta saber se será suficiente ou se continuaremos a tampar o sol com a peneira deixando de lado a geração de investimentos necessários na infraestrutura para atender a demanda crescente do país por produtos/serviços além, claro, da diminuição dos gastos públicos que continuam exorbitantemente pesados para a manutenção do país.

Diante de tudo isso você e eu não podemos descuidar de estarmos antenados com as decisões tomadas a cada reunião do Comitê de Política Monetária, pois, as decisões ali tomadas afetam não só a maneira de consumir e de endividar-se da população brasileira, mas também nos rumos do crescimento de um país que um dia pretende passar de emergente para desenvolvido e da manutenção dos empregos daqueles que trabalham e anseiam por prosperidade e estabilidade em suas vidas.


Fonte:http://www.economiacomportamental.com.br/artigos_sobre_planejamento_financeiro_do_planejador_financeiro_rogerio_nakata_SELIC_como_o_aumento_da_taxa_basica_de_juros_afeta_nossa_vida.asp

sábado, 16 de agosto de 2014

CMN regulamenta notas estruturadas


A partir de hoje os bancos contam com um novo instrumento de captação, o Certificado de Operações Estruturadas (COE). O produto criado em 2010, junto com as Letras Financeiras, foi regulamentado em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Na prática, o mercado local passa a contar com a sua versão das chamadas notas estruturadas, bastante populares exterior, que permitem ao banco agregar diferentes investimentos para o cliente que busca um mix entre renda fixa e renda variável dentro de um único “contrato”.
De acordo com o Banco Central (BC), esse é um instrumento de captação dos bancos, pois a instituição está recebendo dinheiro do investidor e fazendo aplicações que vão resultar em algum retorno em determinado período de tempo. 
O COE traz mais sofisticação para o mercado financeiro e alia benefícios buscados tanto pelo regulador quanto pelos bancos, que são a diversificação, o alongamento de prazos e o aumento da transparência. Também há estímulo ao desenvolvimento do mercado de capitais, conforme esses produtos agregam renda fixa a ações, opções, ouro, câmbio e debêntures, por exemplo.
“Creio que estamos fazendo história. A nota estruturada é uma demanda antiga do mercado e dos investidores. Tínhamos um sintético disso que não permitia ao mercado se desenvolver no seu potencial”, diz o diretor de produtos financeiro e de commodities da BM&FBovespa, Fabio Dutra.
Até então, se o cliente queria uma mistura de renda fixa com renda variável, não ofertada por algum fundo, tinha de operar com instrumentos diferentes que eram arranjados pelo banco. Agora, um cliente que busca, por exemplo, um CDB com swap de ações terá essa modalidade dentro de um único contrato, registrado na Cetip ou na BM&FBovespa.
Para a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), a regulamentação dos COE foi um conquista do setor e será muito positiva para a indústria de investimentos.
“Entendemos que esse produto traz capacidade de inovação para o sistema financeiro e garante mais transparência para o investidor, pois está se agregando tudo em um único instrumento”, disse o vice-presidente da Anbima, Pedro Lorenzini.
Para o BC, esse instrumento traz grande conforto, pois as operações estruturadas passam a ter regras, contabilidade e registros específicos.
Para o diretor-executivo comercial, de produtos, marketing e comunicação da Cetip, Carlos Ratto, o COE vem preencher uma lacuna existente entre os mercados de renda fixa e renda variável, pois abre diversas possibilidades de investimentos entre esses dois nichos oferecendo retorno maior, mas obviamente com risco também maior.
“O mercado ganha flexibilidade e o COE é um instrumento apropriado para o momento atual de juros menores”, disse, complementando que, por ser um instrumento registrado, sua principal vantagem é a transparência oferecida para o investidor.
A transparência também é o ponto destacado pelo BC, que indica que o grau de informação exigida para o registro dos produtos é algo inédito dentro das regulamentações do CMN. Há um artigo pormenorizando todos os controles operacionais e de gestão de risco, como marcação a mercado em base diária, previsões sobre exposições a risco de liquidez por produto e por tempo e realização de testes de estresse periódicos.
Pela Resolução 4.263, anexa, só os bancos múltiplos, comerciais, de investimento e caixas econômicas poderão fazer a emissão dos COEs, que estão divididos em duas categorias. Uma delas protege o capital inicial investido. Na outra modalidade, há mais risco: o investidor está sujeito a receber menos do que aportou.

Fonte: Valor Econômico 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Fundos continuam batendo a poupança com Selic aos 11%

Permanência da taxa Selic nos 11,00% ao ano mantém superioridade dos fundos DI e fundos de renda fixa sobre a caderneta
. Sem mudanças na taxa Selic, que foi mantida aos 11,00% pelo Copom, os fundos de renda fixa continuam rendendo mais do que a poupança na maioria dos casos.
Com a taxa básica de juros no atual patamar, a caderneta só é mais vantajosa que os fundos mais caros, com taxas de administração superiores a 2,50% ao ano.
Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a taxa de administração média dos fundos DI para o público de varejo em maio (último dado) foi de 1,13% e para os os fundos de renda fixa, de 1,06% ao ano. 
Os fundos de renda fixa têm mantido sua vantagem porque enquanto suas rentabilidades aumentaram conforme a Selic foi elevada, o rendimento da poupança só acompanha o aumento da taxa básica de juros até certo ponto. 
De acordo com a nova regra da poupança, a caderneta rende 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR, taxa próxima a zero) quando a Selic é menor ou igual a 8,50%. Portanto, até esse ponto os aumentos da Selic beneficiam a caderneta. 
Quando a Selic é maior do que 8,50%, no entanto, a poupança passa a render sempre 0,50% ao mês mais Taxa Referencial (TR) - assim como a poupança regida pela regra antiga - e deixa de acompanhar a taxa básica.
Como os fundos de renda fixa não têm essa trava, sua rentabilidade se distanciou da poupança.
Ainda assim, quando os fundos possuem taxas de administração altas, mesmo se beneficiando da Selic mais alta eles podem perder da poupança, uma vez que parte dos seus rendimentos é comida pela taxa. 
Além disso, a poupança não sofre incidência de imposto de renda (IR), enquanto os fundos de renda fixa são tributados.
O desconto do imposto sobre os fundos ocorre pela tabela regressiva do IR: quanto menor o prazo de aplicação, maior a alíquota do IR, que varia entre 22,5% a 15%.
É por isso que o investidor deve ficar muito atento às taxas de administração dos fundos e ao prazo do investimento. Se a taxa for alta, ou se o investimento for feito em um prazo de poucos meses, quando o imposto é mais alto, compensa mais investir na poupança.
Além de não sofrer descontos, a poupança também tem a vantagem de ser muito prática. Por isso, se a diferença de rendimento do fundo e da poupança for de poucos reais, não vale a pena ter mais trabalho para investir apenas para conseguir alguns trocados a mais no final do mês. 
A tabela abaixo traz uma simulação da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) com a rentabilidade mensal simulada para fundos de renda fixa com diferentes taxas de administração e diferentes prazos. 
A estimativa da Anefac é de que, no atual cenário da Selic, a rentabilidade da poupança seja de 0,55% ao mês.


Fonte:http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/com-selic-na-mesma-fundos-continuam-batendo-a-poupanca

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Projeção para o mercado de franquias em 2014 é de crescimento de 10%


Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram que o setor de alimentos continua como o grande responsável pelo crescimento do franchising no país.

Erica Ribeiro  eribeiro@brasileconomico.com.br
 
  O mercado de franquias no Brasil fechou o primeiro trimestre com crescimento de 10% no faturamento, ante o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 26 bilhões. Para o segundo trimestre, o faturamento ficará em torno de R$ 27 bilhões, alta entre 8% e 9% na comparação com abril a junho de 2013. A expectativa da Associação Brasileira de Franchising (ABF) é de que o terceiro trimestre volte a registrar crescimento de 10% ou perto disso. E que os quatro últimos meses do ano continuem puxando a alta para que, na média, o mercado possa fechar 2014 com 10% de crescimento. As projeções são consideradas boas pela entidade, diante de uma inflação em torno de 6% e uma projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de menos de 1%. “Esperamos que nossas projeções sejam mantidas. Mas temos algumas influências importantes, além do risco de alta da inflação. O efeito das eleições e as incertezas pré e pós o período eleitoral podem mudar as perspectivas e podemos crescer abaixo de 10% no ano”, comenta Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF.

Os dados da associação também mostram que o setor de alimentos continua sendo o grande responsável pelo crescimento do franchising no país. E também pela atração marcas internacionais. A rede de restaurantes O´ Learys, da Suécia, desembarca em breve no Brasil. “A tendência é de aumento de redes de casual food, no estilo Outback. Vamos ver por aqui também marcas como a americana Texas Ranger. E muitas vão literalmente começar suas operações nos aeroportos que, sob a administração de concessionárias, têm trazido resultados muito bons, com um mix de lojas diferente nos aeroportos”, diz.

SOLUÇÕES & OPORTUNIDADES

■ A Buscapé e a JET e-Commerce, em parceria com a Fecomércio-SP, criaram o Meu Comércio Online, plataforma de lojas online para micro, pequenas e médias empresas. Os serviços incluem módulos de controle de produtos, gestão da loja virtual e ferramentas de marketing. A solução permitirá também que as lojas virtuais aceitem cartões de crédito, boleto bancário e transferências online. O custo da plataforma varia de R$ 99 a R$ 299, dependendo do pacote de serviços.

■ A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) está organizando um Workshop sobre a Redação de Pedidos de Patentes com especialistas da Suíça, do Chile e do Brasil. O evento será em Fortaleza, de 18 a 22 de agosto de 2014. Inscrições abertas pelo site: http://bit.ly/1ojfRIq

■ No dia 26, a ABF-Rio discute com especialistas o mercado de franquias no mundo da moda. Segundo dados da entidade, o setor de vestuário cresceu 12,1% em 2013 alavancado pelo aumento de unidades e a chegada de novas marcas internacionais.

Publicidade em sacos de pão

A DivulgaPão, franquia de publicidade em sacos de pão, contabiliza mais de 30 milhões de unidades, distribuídas gratuitamente aos donos de padaria, lojas de conveniência e supermercados, por meio de suas 256 franquias no Brasil. O franqueado vende os “espaços publicitários” — são 32 em cada embalagem.

Meta da Via Verde é ter 100 lojas em 2015

Com 36 lojas franqueadas em todo o país, a rede de produtos naturais Via Verde quer chegar a 100 unidades até 2015. Hoje, a maior parte delas se concentra no Rio, que soma 23 unidades. A meta da empresa agora é abrir lojas em cidades da região Nordeste e também em São Paulo.


Fonte: http://brasileconomico.ig.com.br/negocios/plano-de-negocios/2014-08-11/projecao-para-o-mercado-de-franquias-em-2014-e-de-crescimento-de-10.html

EDUCAÇÃO FINANCEIRA PARA CRIANÇAS


Educar financeiramente uma criança é capacitá-la a fazer o melhor uso do dinheiro. Para isso é necessário muito treino. Nesse sentido a mesada pode atuar como um importante instrumento.
Daí a importância de se estipular uma mesada ou semanada, de forma que a criança possa ter o domínio da verba e a partir daí aprenda a fazer escolhas e a arcar com elas.
É provável que a criança quebre a cara algumas vezes, o que é perfeitamente normal, pois ela está em aprendizagem. Deve-se aproveitar esse momento para fazê-la pensar porque chegou a tal situação.
O importante desse exercício do uso do dinheiro é justamente evitar  que a criança chegue a fase adulta cometendo os mesmos erros da infância, porque não aprendeu a lidar com limites e conseqüências de suas escolhas.
A mesada deve ser um instrumento, inclusive, para estimular a formação do hábito de poupança. Assim, dê ao seu filho um cofrinho de presente e explique que se ele guardar toda vez um pouquinho da mesada, ele conseguirá no final de um tempo o dinheiro necessário para comprar um determinado brinquedo.


Educação financeira nas escolas deve levar em conta universo infantil

Analisar as contas de energia de casa e elaborar um plano de redução de consumo e gastos para discutir com os pais são um exemplo de atividade proposta em livros de educação financeira usado nas escolas. A disciplina não faz parte do currículo oficial das instituições de ensino, mas vem ganhando espaço na rede privada de educação. A intenção é que os pequenos se tornem adultos que saibam lidar com o dinheiro, planejar os gastos dentro do orçamento disponível, ficar longe de dívidas e ter reservas financeiras.

"O estímulo não é para que as crianças queiram ser ricas, mas para que elas saibam lidar com o dinheiro no seu dia a dia. Isso fará com que elas tenham menos problemas financeiros, logo terão menos estresse e assim terão mais qualidade de vida", explica o autor de livros de educação infantil para o ensino médio e especialista no tema, Álvaro Morelli.

Não há um consenso entre os especialistas sobre a idade ideal para que as crianças comecem a ter noções de educação financeira. Alguns defendem que o conteúdo deve entrar no currículo escolar já a partir da educação infantil, outros acreditam que o melhor é começar no ensino fundamental.

Para Morelli, o importante é que o conteúdo seja adequado à idade dos estudantes e trate de situações práticas da rotina das crianças e dos adolescentes para despertar o interesse e facilitar o aprendizado. "A educação financeira infantil não deve trazer assuntos de adultos para as crianças. É preciso falar de dinheiro relacionado a brinquedo, passeio, lanche e aí introduzir fundamentos de educação financeira", defende.

Seguindo a tendência de interdisciplinaridade apontada pelo Ministério da Educação para o ensino, Álvaro Morelli explica que o ideal é que o tema não entre no currículo como uma disciplina isolada, mas seja trabalhada de forma transversal, inserida no conteúdo de matérias como matemática, história, artes e física.

Os especialistas explicam que a educação financeira deve ter uma temática ampla e abordar também o consumo consciente e ambientalmente sustentável. São orientações para as crianças cuidarem dos próprios brinquedos, do material escolar, apagar a luz ao sair do quarto e fechar a torneira enquanto escova os dentes.

Além do impacto que o aprendizado pode ter na vida dos jovens e crianças, quando os pais não têm uma situação financeira organizada, a orientação que os filhos recebem na escola pode fazer a diferença em casa. "Temos casos de pais saindo do endividamento depois que aprenderam educação financeira com os filhos. É um processo cíclico. Aliás, como foi a educação ambiental, como vai ser a educação para o trânsito", diz o educador da consultoria  Dsop Educação Financeira Reinaldo Domingos.

A capacitação dos professores é outro elemento fundamental nesse processo. Em alguns casos, é preciso primeiro incorporar a educação financeira à vida dos professores, para que depois eles transmitam o conteúdo aos alunos, segundo Reinaldo Domingos. "O professor acaba assumindo para ele primeiro a educação financeira, para arrumar a vida e a da família dele, aí é treinando pedagogicamente para colocar esses ensinamentos para as crianças de forma ordenada", diz.

Fonte: http://www.capesesp.com.br/web/pep/educacao-financeira-para-criancas

domingo, 10 de agosto de 2014

Falta de dinheiro pode afetar seu Coeficiente Intelectual?



Planejamento Financeiro - Falta de dinheiro pode afetar seu Coeficiente Intelectual?
Segundo pesquisas recentes publicadas na revista americana Science mostram que as pessoas mais pobres que enfrentam dificuldades básicas diariamente como: falta de dinheiro para alimentar a família ou pagar o próximo aluguel pode reduzir 13 pontos no seu coeficiente intelectual (CI). Em termos práticos essa perda de capacidade mental seria o equivalente a um indivíduo passar uma noite em claro sem conseguir pregar os olhos por exemplo. Tudo isso mostra que quando uma pessoa sofre constantemente de problemas financeiros sua capacidade de educação diminui assim como sua formação profissional e porque não dizer a capacidade de organização do tempo.

Isso ocorre, pois o instinto de sobrevivência faz com que desperdicemos energia com aquilo que é mais importante que no caso é nos mantermos vivos e para isso a busca por alimentação e de ter um local que possa nos trazer conforto e segurança faz com que as pessoas tenham dificuldades em buscar novas oportunidades e de conseguir enxergar além da "caixa".

Um dos itens interessantes sobre esse estudo é que ele não demonstra que os pobres sejam menos inteligentes do que as pessoas ricas, mas que a pobreza e os problemas financeiros constantes fazem com que eles gastem muito mais massa encefálica em coisas que deveriam ser básicas para qualquer cidadão e por ser direito de todos como alimentação, saúde, lazer, transporte e educação.

Podemos dizer que a capacidade de raciocínio diminui, pois, os problemas acabam sendo o foco da atenção que evita com que as pessoas consigam ou levem muito tempo para solucioná-los em virtude principalmente da falta de dinheiro.

Podemos salientar também que mesmo as pessoas trabalhando mais elas ganham menos do que há décadas atrás, pelo menos em sua grande maioria, e com mais crédito disponível na praça essas acabam assumindo dívidas que afetam seu humor, seu ambiente de trabalho e seus relacionamentos pessoais diminuindo não só a capacidade intelectual, mas também a tolerância diante dos desafios enfrentados todos os dias.

Em alguns casos os problemas financeiros podem causar acidentes de trabalho, mas porque também não dizer de situações extremas, como a de um caso recente onde um pai matou a própria família e se suicidou deixando uma mensagem onde dizia que tinha problemas financeiros e que estava colocando um fim em sua vida e de sua família por não ser capaz de cuidar de seus filhos.

Para se ter uma ideia mais de 50% dos divórcios ocorrem atualmente por problemas financeiros e a compulsividade por comprar tudo que se vê já é considerado doença segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) e que afeta 5% da população no mundo e 3% aqui no Brasil.

Diante de todos esses problemas citados acima vale a pena sem dúvida se planejar, rever seu padrão de vida, abrir mão de coisas não tão importantes nesse momento e de se criar um estímulo à poupança doméstica que é muito baixa em nosso país comparado com outros emergentes como a China que poupa 30% de sua receita, ou seja, para que não comprometa a sua capacidade cognitiva ter pelo menos seis meses de suas despesas mensais poupadas pode evitar com que tenha um grande e desnecessário stress financeiro.

Fonte: http://www.economiacomportamental.com.br/artigos_sobre_planejamento_financeiro_do_planejador_financeiro_rogerio_nakata_falta_de_dinheiro_pode_afetar_seu_coeficiente_intelectual.asp