sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Faça seu dinheiro trabalhar por você

O controle e corte dos gastos é uma atividade árdua, mas quando realizada com disciplina ela permite que você ganhe um novo empregado, só seu. Isso mesmo, o seu dinheiro agora irá trabalhar por você!
Tendo receitas superiores às despesas, o passo seguinte é investir. Quanto mais você conseguir economizar e investir, mais rápido você conseguirá atingir suas metas. É claro que quanto mais dinheiro você tiver para investir, melhor. Mas outro fator fundamental que muitas vezes não levamos em consideração é o tempo de investimento. Ele funciona como uma mola propulsora para os seus ganhos. É como se você ganhasse um prêmio por manter o seu dinheiro investido por mais tempo.
Para se ter uma ideia, investindo R$ 250 por mês a uma taxa de juros de 0,5% ao mês, tem-se em 5 anos cerca de R$ 18 mil. E em 10 anos, este valor sobe para pouco mais de R$ 42 mil.
Agora se você conseguir economizar esse mesmo valor por mês, com uma taxa de ganhos maior os valores poupados sobem nos dígitos de R$ 100 mil em 15 anos
É claro que quanto antes você começar a investir melhor será. Mas se você ainda não começou, não pense que agora já é muito tarde. A verdade é que nunca é cedo ou tarde para começar, o mais importante é investir regularmente!

Outro fator relevante é a taxa de retorno de seu investimento. Obviamente, quanto maior, melhor. Mas lembre-se que usualmente retornos altos podem significar riscos elevados. Futuramente, quando você já tiver os conhecimentos básicos da Educação Financeira, iremos discutir a questão do retorno dos investimentos com maior profundidade.

Fonte:http://www.minhaseconomias.com.br/educacao-financeira

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O que é Educação Financeira Pessoal e Por Que Você Precisa Dela?


Em primeiro lugar, o que é Educação Financeira?
É a educação sobre técnicas, posturas mentais e maneiras de pensar que nos ajudará a nos livrarmos de dívidas, criar e acumular riquezas. Enfim, é o que vai nos permitir a eliminar dívidas, ficar ricos ou fazer o dinheiro trabalhar para gerar mais dinheiro.
Repare naqueles à sua volta (família, parentes, amigos ou firma). Note também dos bens sucedidos quantos deles são contadores, bancários ou profissionais de finança. Poucos.
É fácil explicar o porquê. Não é a parte técnica ou o conhecimento teórico que vai fazer a diferença. É sua capacidade para elaborar um planejamento financeiro pessoal e da força de vontade de se esforçar até que o objetivo tenha sido atingido. Isso, repare, não é que uma questão de dias mas de ANOS OU DÉCADAS.
A situação hoje
Hoje, mais do que nunca, a necessidade da educação financeira sobre finanças pessoais é alta. Por que?
Houve uma grande “descoberta” na área financeira nos EUA na década de 70. Foi quando pesquisadores descobriram que o pobre, ao contrário do rico, paga religiosamente suas dívidas.
O rico, dado a quantidade de dinheiro, propriedades e outros recursos a que tem acesso, possui um leque de opções para não pagar dividas.
Já o pobre, que opções tem além de constar como mau pagador no site do SPC Serasa? Nenhuma. É pagar ou pagar.
Esta descoberta fez com que os mercados financeiros abrissem o crédito as classes menos favorecidas nos EUA, o que é altamente rentável aos bancos, já que como o risco de inadimplência é maior, a taxa de juros cobradas é maior. E esses juros são o lucro dos bancos.
O livro “Pai Pobre Pai Rico” trata da questão da dívida pessoal extensivamente. Boa parte do livro fala de como se livrar dela.
É relativamente fácil, por exemplo, obter cartão de crédito nos Estados Unidos. Mesmo estudantes universitários podem obter um. Há cartões de crédito pré-aprovados, onde o seu nome já passou pelos critérios de aprovação. Basta assinar o formulário que lhe foi enviado pelo correio. É fácil de entrar mas…. difícil de sair.
Do mesmo modo que ocorreu nos EUA 40 anos atrás, esta camada está em euforia por poder comprar o que não era possível antes. Da mesma maneira é possível prever também que este mesmo povo irá viver apenas para pagar as mensalidades ou prestações da dívida contraída.
Há na verdade indícios disso. Recentemente os jornais publicaram que na cidade de São Paulo, a mais rica do país, metade das famílias estão endividadas.  O artigo diz que o cartão de crédito é disparado o tipo de dívida preferido para 73,9% das famílias pesquisadas, independente do nível de renda. Em seguida aparecem os carnês (23,6%), crédito pessoal (13,3%), financiamento de carro (8,6%) e cheque especial (5,8%).
Qual a solução?
Convivência com o débito é algo que venho para ficar. Como prevenir, conviver pacificamente ou se livrar dela? EDUCAÇÃO é a resposta. Mais precisamente, EDUCAÇÃO FINANCEIRA SOBRE FINANÇAS PESSOAIS. Ou, como costumam dizer, Educação Financeira Pessoal.
Primeiramente note que vivemos numa era diferente da dos nossos pais e as soluções que eles tinham não necessariamente funcionam para a nossa geração. Logo, o raciocínio do tipo “meu pai se deu bem lidando desta maneira; não há porque dar errado para mim se eu agir da mesma forma” é muito perigoso.
A segunda é que, será que seus pais administraram o dinheiro como deveria ser administrado? Qual sofisticado era o conhecimento que eles possuíam sobre finanças pessoais? Eles tinham um planejamento financeiro familiar? Uma maneira objetiva de medir isso é observar como eles estão hoje. Pouparam o suficiente para a aposentadoria? A dívida da casa está liquidada? Se aposentados, tem dinheiro o suficiente para viverem sem depender dos filhos?
Você tem mais renda do que seus pais tinham na idade deles (descontada a inflação)? É provável que sim para a maioria dos leitores. Neste caso, você estará lidando com situações que seus pais nunca tiveram antes; logo provavelmente eles não servirão de exemplo.
Outra é que o brasileiro em geral sabe muito pouco sobre educação financeira e finanças pessoais e isso pode se aplicar a seus pais e amigos. Logo aquele palpite ou a “grande dica” que você ouve de seus pais ou de seus amigos no boteco Sexta à noite bebendo cerveja pode não servir, a menos que aquele que lhe dá conselho seja alguém bem sucedido de fato e não apenas de boca prá fora– isso de cara elimina 95% destes conselheiros – algo também mencionado em Pai Pobre Pai Rico.
Como e o que estudar?
Se for como eu, você não tem tempo para um curso formal sobre o assunto. Você quer estudar quando o tempo lhe permitir e de maneira agradável e fácil de entender.
A melhor opção, ao meu ver, vem da combinação de livros e sites.
Livros fornecem a base que você precisa para construir uma estrutura sólida para você e sua família no futuro. Não pense que a Internet pode substituir isso porque isso não ocorre; a maneira como a mente assimila o que lê num site e num livro ocorrem de maneiras diferentes.
E se você não quiser gastar em dinheiro em livro? Bem, você está se deparando com o primeiro problema financeiro. É como recusar um emprego onde você ganhará o dobro porque você terá que gastar dinheiro em ônibus. O teu emprego hoje, embora pague pouco, não requer que você gaste dinheiro com condução. Despesas com livros desta natureza não são gastos, são investimentos.
E se você não gosta de ler livros? A leitura de livros, dado o ritmo pausado com que ocorre, permite que a sua mente pense a respeito. É algo que não ocorre com a leitura de sites ou vídeos do YouTube.
Educação financeira (como qualquer outro tipo de educação) requer concentração. Que você pense, reflita sobre o assunto e aplique na sua vida. Se você não quer ler livros, tem um sério problema pela frente. Lembre-se do ditado “a sorte favorece os preparados”. Capacidade de concentração é uma dessas qualidades para ser bem sucedido na vida.
Finalizando o artigo, aqui vão 2 livros altamente recomendados.
a) Pai Pobre Pai Rico
Um clássico sobre o assunto. Fala de maneira muito fácil de entender sobre o assunto e nos ensina ideias básicas sobre o tema, como liquidação de dívidas, a criação de riqueza e o uso desta riqueza para gerar mais riqueza sem que você trabalhe.
b) O Negócio  do  Século XXl
Não é um livro sobre educação financeira propriamente dita mas serve como livro motivacional para os que pretendem estudá-la. Traça o perfil dos negócios que movem o futuro. Os achados são hiper interessantes;

Deixando seu  e-mail você ganha os livros de presente (E-book)


Fonte:  http://www.educacaofinanceira.info/648/o-que-e-educacao-financeira-pessoal-e-por-que-voce-precisa-dela/

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Porque Você Perde tanto Dinheiro (e como corrigir isso)!

Mesmo que ainda não saiba, muito provavelmente o consumismo já entrou na sua vida ou de alguém que você conheça.
Quase 63% das famílias brasileiras declaram possuir algum tipo de dívida e 21,5% reconhecem que possuem contas em atraso.
Esse é o resultado da recém divulgada Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
Esse alarmante cenário é fruto das “armadilhas” que o mercado oferece e que levam ao superendividamento, tudo isso provocado pelo consumismo.
Para melhor compreensão, consumismo se refere ao consumo compulsivo, onde a pessoa compra sem precisar e, muitas vezes, sem ter como pagar.
Os objetivos deste artigo são identificar os principais pontos que podem trazer esse cenário perigoso ao seu bolso e, principalmente, disseminar a benéfica cultura do Consumo Consciente.

 O que você vai aprender hoje?

AS ARMAS DA ARMADILHA DO CONSUMISMO

As duas maiores armas que utilizadas para favorecer o consumismo são o Crédito Fácil e as agressivas Campanhas de Marketing.
Bastam 10 minutos em frente a uma televisão para sermos “inundados” com propagandas de produtos que, supostamente, “não podemos ficar sem”.
É muito comum encontrarmos comerciais que relacionam determinado item às pessoas bem sucedidas, como se fossem algo essencial para que você seja alguém de sucesso.
Outra prática costumeira é relançar uma nova versão de determinado produto, com novas funcionalidades, que nada mais são do que pequenos retoques e funções irrelevantes, mas que fazem o consumidor pagar uma fortuna pelo novo item e inutilizar o antigo (que na verdade não tem nem um ano de vida).
Esse tipo de situação é bastante comum no mercado de celulares/smartphones e informática em geral.

Lendo isso, eu tenho certeza que você (assim como eu) já caiu em uma dessas armadilhas certo?

Porém, essas campanhas não surtiriam efeito nenhum se o consumidor não tivesse acesso aos recursos financeiros.
E aqui lhes apresento a segunda armadilha do consumismo.
Com toda certeza, essa melhora na economia do país é benéfica mas, ao mesmo tempo, pode trair aqueles que são mais desavisados.

O grande problema está no crédito fácil. Fácil demais !!
Hoje em dia, conseguir empréstimos ou qualquer outro tipo de crédito (ex. financiamento de carro) é algo demasiadamente acessível.

Mas o que tem de mal nisso?
Você já deve ter ouvido aquele ditado “quando a esmola é demais, o santo desconfia” certo? Pois então, é exatamente esse o caso.
As políticas de crédito estão demasiadamente frouxas.
Praticamente não se exige nada para liberar dinheiro ao consumidor.
Anúncios como “Dinheiro liberado no ato, sem comprovação de renda, sem consulta ao SPC” são cada vez mais comuns.
Isso, caros leitores, realmente é um grande problema pois o consumidor é levado a adquirir uma dívida incentivado pela facilidade encontrada e, em grande parte dos casos, não reflete apropriadamente no peso desse ônus nas suas finanças.
Apenas para se ter uma ideia do perigo desses casos, um dos maiores motivos que levaram os EUA a recente recessão (uma das maiores crises financeiras de sua história e com proporções mundiais), foi justamente a frouxidão nas políticas de cessão de crédito.

COMO ESCAPAR DAS ARMADILHAS DO CONSUMISMO

Mas e agora, como escapar dessa armadilha?

A resposta está nessas duas palavras: Consumo Consciente!!
Ponto primordial da Educação Financeira, o consumo consciente é um hábito extremamente saudável e que deve ser rotina para todo aquele que pensa no bem do seu bolso.
Consumir com responsabilidade faz bem para você, para sua família e para a economia em geral.
Como sabemos, agir com responsabilidade é agir com maior probabilidade de acerto ou, se preferir, menor probabilidade de erro.
Então, para lhe ajudar, listo abaixo três dicas interessantes, que todos podem seguir e que vão funcionar como uma vacina, protegendo suas finanças do “vírus do consumismo”.

 VOCÊ ADQUIRE UM EMPRÉSTIMO E NÃO VICE-VERSA

Por mais estranho que isso pareça, muita gente comete esse erro.
Se precisa de um financiamento ou empréstimo, busque pesquisar e escolher a melhor alternativa.
Essa é a ordem natural!
NÃO ACEITE OFERTA DE EMPRÉSTIMOS QUE NÃO ESTEJA REALMENTE PRECISANDO!
Se você não está necessitando, por qual motivo aceitar “uma linha de crédito especialmente liberada para você, cliente especial“??

 LISTA DE COMPRAS

Se for ao supermercado, por exemplo, faça uma lista de itens a comprar antes.
Detalhe cada item que seja necessário e foque somente neles.
Isso evita desvios que vão doer no bolso no dia seguinte.

 PRECISO DISSO?

Por último, mas a mais importante das dicas.
Imagine a situação: você está sentado no seu sofá quando começa a propaganda daquela sensacional faca que corta tudo!!
Além de cortar com facilidade seus alimentos, ela também corta latinha de refrigerante, tijolo, madeira e (pasmem) corta até uma chave de ferro!!
O apresentador sorridente te convence que você precisa daquilo.
Você pega seu telefone e……….. bom, você já sabe como isso termina.

Agora lhe pergunto, por que motivo eu vou querer cortar uma chave ou uma lata de refrigerante com a minha faca?????????
É claro que isso é apenas um exemplo bem humorado( :) ), mas acreditem, o poder da propaganda nos leva a crer que produtos como esse do exemplo são essenciais a nossa vida e nos fazem pagar dez vezes mais do que eles realmente valem.
Portanto, antes de comprar por impulso, parem por um segundo e pensem.. REALMENTE PRECISO DISSO??

 Para Relembrar…
1 →  O consumismo te ataca através de Crédito Fácil.
2 →  Para fugir do consumismo é necessário entender a real necessidade de consumir.
3 →  Fuja de propagandas mirabolantes de produtos que você não precisa.
4 → Tenha o real controle das suas finanças para saber se realmente é necessário adquirir um empréstimo.
 AGORA É A SUA VEZ!
Vale a pena refletir sobre como anda sua vida como consumidor.
Realmente não é fácil escapar das facilidades e maravilhas que o mercado nos oferece a cada dia.
Entenda que o esforço vale a pena e uma vida educada financeiramente protege seu futuro e daqueles que você ama!   Cuidado!! O Consumismo te consome!


Fonte: http://pergunteaoseubolso.com.br/consumismo/

domingo, 3 de agosto de 2014

Você conhece o seu lado investidor?

Quem pensou em aplicar suas economias em alguns tipos de fundos, de 2010 para cá, foi convidado pela instituição financeira a responder um questionário. As perguntas buscam basicamente identificar quais os objetivos de vida e a tolerância ao risco do cliente. 

Esse processo, conhecido como API (Análise de Perfil do Investidor), foi criado com o objetivo de alinhar os investimentos feitos no varejo ao momento e expectativas de cada um. “As pessoas são diferentes por sua história de vida e também pela relação que possuem com o dinheiro. Há pessoas que realmente não suportam o inesperado”, afirma o professor da Universidade Federal de Santa Catarina e atualmente consultor do programa Uso Consciente do Dinheiro, do Itaú, Jurandir Macedo.
Autoconhecimento é importantePara ele, a exigência da API é muito positiva, mas o preenchimento do questionário deve vir junto com uma reflexão do investidor. “É muito importante que cada um se conheça de fato. O simples ato de responder as questões já leva a pessoa a essa reflexão”, explica Jurandir. “Porém a única forma da pessoa se conhecer realmente é na prática. Se você não sabe qual vai ser a sua reação ou quer aprender sobre os investimentos, comece aplicando aos poucos”. (Veja no quadro, que fatores devem ser considerados no momento dessa reflexão).

Já o gerente de relacionamento do Santander Asset Management, Clayton Calixto, orienta o investidor a buscar informações. “Livros e material didático sobre finanças pessoais podem ajudar bastante”, diz. De acordo com Calixto, a pessoa deve levar em conta sua experiência anterior e o horizonte de tempo do investimento que está fazendo. Mas é importante ser realista. “Curto prazo significa intenção de permanecer no investimento cerca de um ano e meio. O longo prazo significa aplicações de 10 a 15 anos”, alerta.

Aplicação dos questionários começou no Private BankingA adoção da prática do API no varejo, coordenada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), começou em janeiro do ano passado, após a experiência bem-sucedida com os clientes do Private Banking, aqueles que aplicam mais de R$ 1 milhão.  

Neste segundo semestre, o Comitê de Distribuição de Produtos no Varejo da Associação, presidido por Marcos Daré, decidiu ampliar a aplicação do questionário para praticamente todos os produtos de investimento. “A experiência foi muito boa. Clientes e instituições aceitaram bem a medida, pois entenderam os benefícios que ela traria ajudando a direcionar recursos para os produtos de investimento adequados”, avalia Daré.

Expansão para todos os produtosA ampliação vai atingir, no próximo ano, todos os fundos de investimento, incluindo os estruturados, como Fundos de Investimento em Participações (FIP) e Fundos Imobiliários, e produtos de tesouraria, como CDBs. Instituições que comercializam produtos de corretoras, incluindo ações e debêntures, têm até o final de 2012 para viabilizar a aplicação do questionário também para esses ativos.

“A ampliação da análise, além de facilitar e aprimorar a tomada de decisões por parte do cliente, também ajuda na estruturação de sua carteira de investimentos”, afirma a vice-presidente da ANBIMA, Denise Pavarina, que completa: “além de identificar o perfil do investidor e mensurar sua aversão a risco, a API ainda permite realizar uma comparação de sua carteira de investimentos atual com a carteira de investimentos ideal ao seu perfil”.

http://www.comoinvestir.com.br/boletins-e-publicacoes/boletim-como-investir/Paginas/Voc%C3%AAconheceoseuladoinvestidor.aspx

O mapa das debêntures, títulos privados de renda fixa

O investimento em títulos públicos, por meio do Tesouro Direto, você já conhece, não é mesmo? Grosso modo, trata-se de “emprestar” dinheiro para que o governo se financie, esperando receber juros em troca. Pois saiba que existem também títulos privados com um funcionamento muito semelhante ao dos papéis do governo. Um título desse tipo são as debêntures, papéis de dívida emitidos por empresas e que estão se tornando cada vez mais comuns no mercado brasileiro. Se você aplica em fundos de renda fixa, é possível que invista em debêntures sem nem se dar conta – pois frequentemente as carteiras compram esses papéis no mercado. Para ajudá-lo a compreender como funcionam as debêntures, o Como Investir preparou um verdadeiro mapa do investimento. Suas dúvidas devem estar respondidas abaixo!

O que são debêntures?
São títulos que representam dívidas emitidos por empresas. Significa que quem compra uma debênture se torna credor da companhia.

Que tipo de empresa emite esses papéis?
Companhias interessadas em levantar recursos no mercado, com diferentes metas, como investir em novos projetos. Elas usam o dinheiro dos investidores para realizar esses objetivos

Como se ganha dinheiro comprando debêntures?
As empresas que captam recursos no mercado emitindo debêntures oferecem aos investidores, em troca, uma remuneração em juros. Esses juros podem ser distribuídos aos investidores de diversas formas: mensalmente, semestralmente, anualmente ou até de uma vez só, na data de vencimento dos papéis.

Onde e como posso comprar debêntures?
É preciso ser cliente de bancos ou corretoras que tenham acesso ao mercado de debêntures. São essas instituições que intermedeiam as compras e as vendas dos papéis. É possível adquirir debêntures no momento em que elas são emitidas pelas empresas – ou seja, durante as ofertas públicas. Nesse caso, o dinheiro que você desembolsa para comprá-las segue para o caixa da companhia emissora, que pode utilizá-lo para fazer investimentos, por exemplo. Mas também é possível comprar debêntures que já foram ofertadas pelas empresas anteriormente, em operações nos mercados da BM&FBovespa ou da Cetip. É o que se costuma chamar de “mercado secundário”. Nesse caso, compram-se os papéis de outros investidores, interessados em se desfazer deles. Em qualquer dos casos, as instituições financeiras podem ajudá-lo.

Qual o valor mínimo para aplicar em debêntures?
O preço de uma debênture varia de acordo com cada emissão. Muitas vezes, elas custam a partir de R$ 1 mil. Ou seja, mesmo com um volume pequeno de recursos é possível comprar alguns papéis desse tipo. Mas é importante atentar aos detalhes de cada operação. Em algumas ofertas, embora as debêntures tenham um valor individual baixo, é exigido um investimento mínimo. Por vezes, ele pode chegar a ser de R$ 300 mil – ou mais.

Quanto rendem?
Depende do papel, mas o formato de remuneração se assemelha ao dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto. Alguns oferecem a taxa do CDI, principal referência para as aplicações de renda fixa, que se aproxima muito dos juros básicos da economia (a Selic). Outros oferecem uma taxa de juros prefixada – de 10% ao ano, por exemplo. Há ainda algumas debêntures que pagam uma taxa de juros prefixada mais a variação da inflação – como 6% ao ano mais IPCA. Essas informações sempre estão disponíveis no prospecto das ofertas públicas dos papéis.

Por quanto tempo tenho de manter o investimento?
As debêntures sempre são lançadas com um prazo de vencimento, que pode variar de poucos anos – dois, por exemplo – a mais de uma década. Na data do vencimento, o investidor recebe de volta o valor principal que investiu, mais a remuneração a que tem direito. Caso precise do dinheiro antes do tempo, é possível vender as debêntures no mercado secundário. Mas muita atenção: o valor das debêntures nas bolsas varia dia a dia, como o de uma ação. Se o papel estiver num mau momento – em baixa – o aplicador pode acabar perdendo dinheiro.

É fácil se desfazer de uma debênture, caso eu precise de dinheiro?
Nem sempre. O mercado de debêntures no Brasil ainda está se desenvolvendo. Por isso, a quantidade de negociações realizadas diariamente nos mercados da BM&FBovespa e da Cetip ainda é considerada pequena. Em alguns casos, são realizadas pouquíssimas compras e vendas durante um dia – às vezes, não mais que uma dezena. Querer vender e não conseguir – ou conseguir apenas a um preço desvantajoso – é um dos principais riscos do mercado de debêntures.

Quais são os custos envolvidos?
Basicamente, são dois: a taxa de negociação, cobrada pelos bancos e corretoras para realizar a compra e a venda, e a taxa de custódia, que remunera as instituições financeiras pela “guarda” das debêntures em nome do investidor.

Debêntures estão sujeitas a tributação?
Sim. Os investidores pagam Imposto de Renda sobre os rendimentos segundo uma tabela regressiva de alíquotas. Significa que quanto mais tempo mantiver o investimento, menos imposto pagará. Investimentos de até seis meses estão sujeitos a uma tributação de 22,5%. Já os acima de dois anos pagam 15% de imposto. Existe um tipo específico de papel que é isento de Imposto de Renda. São as chamadas “debêntures incentivadas”, emitidas por empresas interessadas em realizar projetos de infraestrutura – como a construção de estradas ou o desenvolvimento de usinas de energia. Esses papéis, no entanto, costumam ter prazos de vencimento mais longos.

Quais são os riscos de investir em debêntures?
Além do risco da negociação, há também o risco de crédito. Imagine que a empresa da qual você comprou debêntures não obtém as receitas do jeito que esperava. Se não tiver reservas elevadas, pode ser uma razão para que ela deixe de pagar os rendimentos dos papéis que emitiu. Em outras palavras, a empresa pode dar um “calote”. Para evitar esse risco, vale uma regra de ouro: é importante conhecer bem a empresa antes de investir. Os prospectos das ofertas de debêntures sempre trazem avaliações de risco de crédito realizadas por agências especializadas. São os chamados “ratings”. Quanto mais alta essa nota, menor é o risco de a empresa deixar de honrar suas obrigações, e vice-versa.

Fontes: BM&FBovespa, Cetip, ANBIMA

Risco X retorno, uma relação para estudar

Risco e retorno caminham juntos. Quem nunca viu essa frase ao ler sobre finanças pessoais? É verdade. Para obter retornos mais elevados, em geral os investidores precisam estar dispostos a correr riscos maiores também. Para auxiliá-lo na hora de estudar em que produto pretende aplicar seu dinheiro, o Como Investir decidiu apontar os principais riscos dos investimentos mais conhecidos. Listamos também os benefícios que são possíveis de obter em contrapartida. Afinal, é preciso valer a pena, não é mesmo? Então, hora de ler e entender quais desses riscos você está mesmo disposto a encarar!a si mesmo. Procure entender como você reage à comparação – positiva ou negativamente? E se for de maneira positiva, mãos à obra!
fonte:http://www.comoinvestir.com.br/boletins-e-publicacoes/boletim-como-investir/Paginas/risco-x-retorno-uma-relacao-para-estudar.aspx

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Velhice dos pais pode custar R$ 144 mil por ano; planeje-se

No Brasil, o custo anual da velhice pode ultrapassar o preço de um carro de luxo. Foi o que o iG constatou quanto às despesas com um idoso que necessite de atenção 24 horas por dia: os serviços de cuidadores chegam a sair até R$ 144 mil ao ano. Vale ressaltar, para comparação, que um carro Audi A3, modelo 2014, é vendido no País por cerca de R$ 120 mil.
Com a proximidade da velhice, filhos podem ter que ajudar os pais financeiramente
Em pouco mais de 15 anos, a participação dos idosos na população brasileira será quase igual à dos jovens. Pelo menos é o que diz o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa Tábuas da Mortalidade, do final de 2013.
Também divulgado no ano passado, o Censo de 2010 faz previsões além de 2030 e afirma que em 2060 o Brasil terá quatro vezes mais pessoas acima de 65 anos do que tem hoje.
Segundo o órgão, a população com essa faixa etária deve quase quadruplicar, de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7%), em 2060. E, atrelado a todos esses números ainda está o da expectativa de vida: o mesmo IBGE já constatou que a expectativa de vida do brasileiro aumentou 25,4 anos no período entre 1960 e 2010, passando de 48 para 73,4 anos no senso de 2010.
Se, com todos esses dados, você começou a se preocupar em garantir a qualidade da sua velhice, pare e pense: e a dos seus pais, já está bem encaminhada?
Independentemente de sua mãe e seu pai se aposentarem por idade (65 anos para homens e 60 para mulheres) ou por tempo de contribuição (35 anos para homens, 30 para mulheres), eles podem precisar da sua ajuda na medida em que envelhecerem. A velhice, e as doenças que com ela podem surgir, é uma verdadeira caixa de surpresas.
No Brasil, um aposentado que ganha o benefício mínimo, equivalente a um salário mínimo – R$ 722,90 por mês – não tem condições de arcar com os vários gastos decorrentes da velhice, como medicamentos, idas ao médico e a laboratórios particulares para fazer exames. Mesmo um beneficiário do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que ganhe o teto de R$ 4.396 pode ter dificuldades e precisar recorrer ao Serviço Único de Saúde (SUS).
Em um levantamento feito pelo iG em São Paulo, com ajuda do geriatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Clineu Almada, e de empresas especializadas em idosos, só os medicamentos já assustam. Na Ultrafarma, rede de farmácias, o ticket médio de gasto com remédios é de R$ 105,63, sendo que 75% dos clientes são idosos. Ou seja, por ano, um idoso é capaz de gastar mais de R$ 1.200 em medicamentos.
Já os exames de rotina – de sangue e de imagem, feitos anualmente – em um laboratório particular sairiam por cerca de R$ 3.871 segundo dados do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica. Isso sem contar a consulta ao geriatra, que, em São Paulo, pode variar de R$ 400 a R$ 1 mil por encontro de acordo com Almada.
Se preferir investir em um plano de saúde, a família também pode enfrentar dificuldades: o plano individual Medial 115, da Amil, para maiores de 59 anos, que dá direito a quarto privativo em internação, custa R$ 3.685,55 por pessoa em contratos individuais, e R$ 2.579 para os familiares.
Almada ressalta que a população idosa – acima de 60 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) – é bastante heterogênea e que, por isso, os custos da velhice podem variar muito e chegar a valores ainda maiores do que os básicos remédios e planos de saúde. Uma pessoa mais velha, considerada saudável, vai gastar menos do que alguém com alguma perda de funcionalidade, e que se torna dependente de terceiros.
Já uma casa de repouso, como a Residencial Sênior, na capital paulista, custa de R$ 3 mil a R$ 5 mil por mês – em torno de R$ 36 mil por ano, podendo alcançar facilmente a casa dos R$ 60 mil. Nestes valores estão inclusos, por exemplo, refeições e consultas com geriatra e nutricionista, além de várias outras atividades terapêuticas, mas gastos com medicamentos, por exemplo, são cobrados à parte por alguns desses locais.
Em São Paulo, contratar cuidadores que passem 24 horas por dia com um idoso pode chegar a R$ 12 mil por mês, ou R$ 144 mil por ano, segundo a Right at Home, considerada uma agência de preços medianos. O turno de 12 horas pode variar de R$ 187 a R$ 215.
Pais que um dia vão virar filhos
O educador financeiro do instituto Dsop, Reinaldo Domingos, ressalta a importância de os filhos começarem a pensar o quanto antes se vão precisar e como poderão ajudar seus pais quando estes envelhecerem. Segundo o especialista, menos de 1% dos aposentados pelo INSS são independentes financeiramente e, quando não contam com o auxílio de familiares – a maioria sim –, dependem de caridade ou não conseguem deixar de trabalhar.
“As pessoas pensam na assistência médica dos filhos, delas próprias, mas não refletem sobre os pais, que podem se transformar em um grande problema financeiro no futuro”, afirma Domingos. Para os filhos que desejam se preparar para ajudar seus pais quando estes chegarem à velhice, o educador recomenda que comecem com uma análise da sua própria situação, como estão suas reservas e como o orçamento pode render mais. Enfim, fazer um verdadeiro diagnóstico financeiro.
Estando na condição de investir em uma aposentadoria sustentável para seus pais, que vá além dos gastos com saúde e cuidados pessoais, e englobe também o lazer deles, os filhos devem começar a poupar. Quanto antes, melhor. “Assim como é preciso destinar uma parte do dinheiro para os filhos para a faculdade, para comprar um carro ou mesmo para suas aposentadorias, é necessário pensar no pai e na mãe que podem se tornar filhos um dia se não tiverem condições de se financiar”, diz Domingos.
O educador sugere que, desde cedo, os filhos busquem um plano de saúde, mesmo que sejam mais baratos e só para idosos, para ajudar a diluir alguns custos da velhice com idas frequentes ao médico e exames, dos simples aos mais complexos.
Quando chegam à velhice, os pais podem ter dezenas ou nenhuma doença, grave ou não, e por isso Domingos recomenda que os filhos protejam suas finanças. “Diante da gravidade da situação, depender exclusivamente do SUS pode ser demorado e um filho pode até quebrar financeiramente tentando salvar a vida dos pais”, ressalta.
Vale lembrar que todos os planos de saúde possuem um período de carência de 24 meses para doenças pré-existentes, e que deixar para contratar um só quando a doença surgir pode acabar saindo muito mais caro. 
“É preciso projetar esse futuro. Se você começar a planejar hoje é possível adequar o investimento a sua realidade e não ser surpreendido pela necessidade de ajudar o pai ou a mãe. Se você não usar, ótimo, o dinheiro pode se tornar seu, para que sua aposentadoria seja sustentável no futuro”, explica Domingos.
O educador financeiro sugere, ainda, que as pessoas tentem separar de 5% a 6% dos seus ganhos líquidos mensais para arcar com um plano de saúde e outros custos que possam surgir com a velhice dos pais. “Se deixar para o futuro, o filho é quem vai pagar a conta. “Todo mundo tem ideia de quanto custa, sentimentalmente, perder um pai ou uma mãe”, destaca.
O ideal, segundo o especialista, é que os filhos poupem para os pais com, no mínimo, 10 anos de antecedência. Quanto mais tempo, melhor. No curto prazo, segundo Domingos, há pouco o que fazer.
Nesses casos, o melhor é ir atrás de algum bem que possa ser vendido e transformá-lo em uma poupança, ou mudar os pais de uma casa maior para uma menor, por exemplo. “Quanto menos tempo se tiver para poupar, maior será o esforço e o risco”, conclui.

Texto em anexo, retirado do site do IG ontem dia 30-07-2014.